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Praticar ou não na menstruação?

Alguns professores dizem que as mulheres devem descansar durante a menstruação, outros dizem que não deve ser o motivo para deixar de praticar yoga. Ir à aula (evitando inversões) é bom ou ruim para a saúde da mulher durante a menstruação? A resposta, por Jaki Nett:
Se você não tiver a motivação para fazer yoga, enquanto você está menstruada, é a maneira do corpo de enviar uma mensagem de que você precisa para relaxar. Minha sugestão é para ouvi-la. Cada mulher experimenta seu ciclo de forma diferente, algumas retêm líquido e sentem-se inchadas. Algumas podem se sentir letárgicas ou confusas, enquanto outras podem se sentir fisicamente ou mentalmente desequilibradas. Muitas mulheres experimentam dores de cabeça, dores nas costas ou dor sacral, e algumas apenas se tornam muito desagradáveis de estar ao redor! As mais sortudas podem experimentar apenas alguns destes sintomas.
Eu estive em ambos os lados da questão como aluna e como professora. Mas como professora, eu diria a você para ficar em casa e aproveitar a oportunidade para cuidar de si mesma. Se você veio à minha classe eu iria encaminhá-la para fazer uma série de restauração.
Ao invés de perguntar se é “bom ou mau” ir a uma aula de ioga durante a menstruação, a pergunta que eu a encorajaria a se fazer é: “uma aula hoje será benéfica para minha saúde?” Faça SUA própria decisão sobre a SUA saúde durante SUA menstruação. Mas se você optar por ir para a aula, esteja disposta a render-se a fazer o que o professor acha que deve fazer – se é para separar-se do grupo e fazer restauradoras ou participar plenamente (se o professor pensa que a menstruação “não deve ser a razão para não praticar yoga”) .
Entenda que a prática de yoga é para sua saúde, e não para o professor, então escolha sabiamente. É sempre melhor estar do lado do nutritivo da prática de yoga durante a menstruação do que olhar para trás em retrospectiva e pensar que gostaria de ter escutado a si mesma.

Jaki Nett é instrutora de Iyengar Yoga certificada em St. Helena, Califórnia, e membro do corpo docente do Instituto de Iyengar Yoga de San Francisco. Ela dá aulas públicas na área da Baía de San Francisco (CA-USA) e leva oficinas aos Estados Unidos e Europa, incluindo oficinas especializadas sobre assuntos femininos. Texto original em inglês: http://www.yogajournal.com/practice/948

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Nutrindo a Mulher Sábia

Os hormônios regem quase tudo na vida de uma mulher, por isso conhecê-los intimamente é da ordem do autoconhecimento.  É dar-se conta de seu impacto nas emoções, na atividade mental, no bem-estar físico, no bom funcionamento fisiológico.
Situar-se em seus períodos hormonais é saber, de antemão, que tipo de manifestações psicofísicas podem surgir, e precaver-se com a atenção na alimentação, nas atividades cotidianas, nas horas de sono, no tipo de diálogo, de pessoas, e até de decisões que estamos mais aptas a tomar, de acordo com nossa dinâmica interna, que muda a cada período do ciclo. Não estamos portanto falando de limitar-se, mas de organizar-se e tornar-se mais sábia. Igualmente não estou propondo que a vida gire em torno do ciclo hormonal, já que a experiência humana não é de modo algum previsível como as fases deste ciclo. O que proponho é, uma vez que as fases hormonais são razoavelmente previsíveis, que nos reportemos a elas de acordo com o que necessitamos fazer, para nortearmo-nos a partir de nossa disponibilidade e competência internas.
Com a prática de Yoga não deveria ser diferente, até porque Yogasanas, Pranayama e meditação tocam e mobilizam nosso ser por inteiro, podendo assim corroborar para potencializar as competências disponíveis em cada fase do ciclo, e também nutrir as demandas de cada uma delas.
Eis porque este projeto propõe-se a ensinar às mulheres como enlaçar-se em uma amizade fiel e duradoura com suas oscilações hormonais, uma vez que estas representam um barômetro de sua saúde psico-física. Manifestações hormonais são a ponta do iceberg, indicando-nos o que pode estar se passando em níveis mais profundos. Elas são sintomas. Das causas é que se ocuparão os Asanas.
Ainda em pequena escala mas cada vez mais nossa sociedade tem-se dado conta da importância dos cuidados com a natureza. O ciclo hormonal é parte fundamental da natureza da mulher. Compreendê-lo e trabalhar COM ele ao invés de CONTRA ele é voltar-se para sua sabedoria pessoal e nutrí-la, para que se torne desenvolta. A sabedoria pessoal nada tem a ver com a idade cronológica, mas com a capacidade de conexão interna.
Não há nesta Terra um ser sequer que seja igual a outro. Estamos todos vivendo o desafio de compreender qual é nossa missão em vida, ao que viemos, o que precisamos aprender, como isto irá contribuir para o mundo e para nossos irmãos e irmãs, e como podemos realiza-lo. Não há receita para este caminhar, cada um de nós deverá descobrir o seu. O que temos são algumas ferramentas para nos apoiar nesta jornada, e no caso das mulheres a prática de Yoga pautada nos ciclos hormonais refina a escuta interna, aguça nossa intuição, a capacidade de auto-cura e autocuidado.
Vamos à prática?


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O pão, o chão, o refrão

Savasana voador: deixando tudo o que é inútil, grosseiro de si escorrer de volta para a terra. E  como o óleo se difere da água pura, experimentar a clareza da natureza destas duas porções: o grosseiro e o sutil, o inútil e o essencial, este último podendo livremente se espalhar por todo o nosso ser.

Namastê queridas praticantes do Yoga Para Mulheres – Saber Ancestral na Vida Urbana!
Hoje tivemos uma aula importante sobre como a prática de Iyengar Yoga pode contribuir, num determinado momento da vida (com início em torno dos 40 anos), a uma passagem próspera para a vida da Mulher Sábia. Ou seja, o período comumente chamado de climatério, e posteriormente menopausa. 
Tínhamos um grupo especial de apaixonadas pelo método Iyengar. Espero termos chegado perto das demandas de cada uma. Sinto o contentamento da prática em vocês, e espero realmente poder contribuir para seus insights ao longo da jornada da prática do mergulho em si mesmas.
Alguns depoimentos ao final da aula me enchem de contentamento e força para ir além. E já que vocês andaram dizendo que não se conformam como as mulheres da cidade toda não estavam lá conosco, que elas não sabem o que estão perdendo, lembrem-se do quanto é importante que tragam suas amigas, irmãs, primas, enfim, as mulheres que amam. Nada melhor do que quem sentiu na pele pra fazer isso, não é mesmo? Minha intenção é tornar cada vez mais pública a oportunidade de termos acesso a este método como ferramenta de apoderamento. “A ética do cuidado de si como prática de liberdade (Focault)”. Estamos tratando da importância de a mulher apoderar-se de sua própria vida, sua saúde física, mental e espiritual (obviamente respeitando as crenças de cada uma, não estamos falando em momento algum de religião mas espiritualidade, comprovada como parte essencial do desenvolvimento humano saudável) , seu feminino, suas oscilações, seu radiante brilho e potência.
Muito assunto pode ainda emergir das conversas ao final da aula. Muitas novas sensações na prática dos Asanas e Pranayamas. Seria bom termos mais tempo juntas, com maior frequência. É nosso processo de construção. Estamos juntas nesta jornada. Leva tempo. Sigamos firmes, leves, contentes, persistentes. 
Este tema me escolheu, fui abduzida por ele durante minha jornada Iyengar, e estou certa em minhas entranhas que seguir neste caminho de luz traz e trará cada vez mais para nossas vidas o pão, o chão, o refrão.
Om Shanti, Shanti, Shanti!

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Yoga contra os males da Menopausa, uma pesquisa realizada por médicos da Unifesp.

Curso Yoga para Mulheres: Saber Ancestral na Vida Urbana, com Fabiana Rodrigues, no espaço Fundamental Yoga, dezembro de 2012.

 

Ufa! Já não era sem tempo! O que já é popularmente sabido há milênios pelos indianos começa a ser respeitado de uma forma relativamente mais abrangente aqui no Ocidente quando alguma instituição de pesquisa científica faz experimentos com voluntários, questionários, testes e comprovações. Mesmo assim chego a me emocionar assistindo à parcela da comunidade médica brasileira que antes resistia, finalmente se “entregar, confiar e agradecer” (preceito do Professor Hermógenes, um dos precursores nos anos 60 do Yoga no Brasil) à sabedoria milenar do Yoga. Parece que há luz no fim do túnel para a medicina “oficial” ensinada quase que como única verdade (só ela era absoluta, pois comprovada) de nossas universidades e praticada na maioria esmagadora de nossos hospitais. Estarão estes felizmente a RE-LIGAREM-SE à sua razão de ser: promover a saúde, ao invés de somente curar  doenças?

A saúde geral do corpo-mente-alma pode ser muito próspera durante o climatério e a menopausa. E mais, esta pode se tornar uma das fases mais férteis da sua vida, como muitas mulheres têm relatado, por conta da maturidade alcançada. Segundo esta pesquisa recente da Unifesp, desconfortos causados pelo climatério e a menopausa podem chegar a zero com a prática de Yogasanas, Pranayama e meditação. Segundo Marcelo Csermak, pesquisador da Unifesp sobre os efeitos da meditação para um climatério e menopausa saudáveis, “não despertar mais à noite, dormir mais do que cinco ou seis horas, ter sono regenerador e qualidade de vida melhorada, diminuição de stress e ansiedade” são parte do conjunto de resultados alcançados com as voluntárias do programa. “O que nos deixa muito feliz, pois compreendemos que temos uma técnica dentro da gente que é fácil, barata e simples, que se aplicada de forma constante pode ter benefícios para toda a saúde”, diz Marcelo.

As voluntárias eram mulheres que sofriam com toda a sorte de clássicos sintomas de desequilíbrio endócrino característicos da transição para a menopausa, e se comprometeram em não utilizar nenhum outro tipo de tratamento durante o experimento. Alguns de seus sintomas freqüentes eram: dor-de-cabeça, ondas de calor, ansiedade, insônia e, em alguns casos, melancolia e depressão.

A prática do Yoga tem seu poder afirmado nesta pesquisa juntamente com a da meditação, que afirma que “por meio destas técnicas de concentração e introspecção as mulheres entram em contato com o Sagrado, de acordo com a fé de cada uma. Hoje percebemos que a espiritualidade e a fé são muito importantes na melhoria da qualidade de vida e de muitos aspectos relacionados à saúde”, segundo Ruy Ferreira Afonso, outro pesquisador da Unifesp.

Para muitas mulheres, o que era um sonho aparentemente impossível torna-se agora parte da vida cotidiana: esquecer-se do fantasma da menopausa como um desconfortável e pesado fardo a ser carregado por nosso gênero. Com uma energia vital próspera e vibrante, os horizontes (externos e internos) estarão sempre abertos.

Ao tomar conhecimento desta pesquisa ocorrendo dentro da Unifesp, sinto alegre o caldo desta cultura engrossando, e fico grata e contente com toda a energia que tenho investido em minha pesquisa com o projeto YOGA PARA MULHERES: SABER ANCESTRAL NA VIDA URBANA, que inclui jornada de aulas especiais desde 2011 e a publicação do GUIA PRÁTICO YOGA PARA MULHERES, com sequências acessíveis para todos os níveis de praticantes que queiram aprender como administrar suas oscilações hormonais com Yoga. Por coincidência temos justamente neste próximo sábado uma aula relativa ao tema menopausa. Espero poder contribuir para o plantio desta sementinha de consciência nas mulheres, e o reconhecimento de que a luz no fim do túnel na verdade está brilhando dentro de nós.

Assista a matéria realizada pela Globo Tv na íntegra clicando aqui.
Curso relacionado:


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