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Mulher barriguda, que vai ter menina*


Gestantes, parturientes. Tenho algumas alunas que se encontram neste momento. Todas grávidas de meninas. Este post vai pra elas.
Mulheres, o Yoga começa agora. Sua maternidade começa no momento em que você decide. Sua filha ainda não nasceu, mas você está prestes a dar à luz. Você se preocupa, pois o ultrassom mostra o bebê ainda não completamente encaixado. Sua médica diz pra você não se preocupar, pois sempre há a possibilidade da cesárea. Você baixa os olhos, entende que sim, se for necessário, é claro, a prioridade é a saúde e a segurança de sua filha. Mas ainda tem expectativas sobre o parto natural, pois não há determinantes suficientes que afirmem a necessidade vital da cesárea. Quase se frustra, mas engole a seco e tenta seguir pensando positivo. Por um momento, sentindo-se impotente, procura em seus arquivos mentais algo que se possa fazer pra que este bebê encaixe. Algo que sua avó lhe disse, uma simpatia, um dito popular, artigo científico, alguma luz para que seja possível este parto natural. Sabe que será melhor pro bebê e pra você. Sabe que o corpo assim seguirá com naturalidade fisiológica, levando suas emoções e as de sua filha para um lugar de vitalidade, segurança e contentamento. Você está na quadragésima semana. E ainda há tempo.
Como o Yoga pode te ajudar? O que tenho visto nos últimos seis anos ministrando aulas para uma diversidade de perfis sócio-anatômico-culturais de gestantes é a seguinte amostragem: dentre as mulheres que praticam Yogasanas (posturas físicas e exercícios respiratórios do Yoga) apropriadamente conduzidos por um professor experiente durante a gestação, a maioria faz parto natural. 1) Porque na prática yóguica ela treina um estado de auto-observação, conectando-se de maneira refinada com o próprio corpo e tem mais chances de apropriação e boa “navegação” em meio às variáveis mente-corpóreas que se dão neste período da vida; 2) Porque ela é beneficiada pelos efeitos fisiológicos (que vão do equilíbrio hormonal e ganho de tônus, flexibilidade muscular, articular ao aprendizado de uma respiração eficaz) e psíquicos desta prática. O melhor é que você já venha praticando há algum tempo, desde antes da gestação, ou pelo menos desde o início dela. E se você tem uma professora que estuda a prática para gestantes, tem ouro nas mãos. Há uma série de Yogasanas, manobras corporais e respiratórias que promovem desde os primeiros dias de gestação até o desmame de seu filho um bem-estar inimaginável, que desmente falas populares como “ser mãe é padecer no paraíso”. Sim, algumas dores são inevitáveis. Por isso é importante que você aprenda a re-significá-las e administrá-las. Mas muitas outras dores você pode evitar, simplesmente com construção de consciência, ou seja, estrutura física e mental.
Podemos por exemplo refletir sobre o mito de que, se o bebê não está encaixado até o início do trabalho de parto, a indicação é a cesariana. O que muitas mães e até mesmo muitas médicas não sabem é que, sim, é possível você ajudar seu bebê a se encaixar na pelve de maneira adequada. Há inúmeros fatores – muitos desconhecidos – sobre os quais se especula a razão de o bebê encaixar ou não quando se aproxima a hora do parto. Independente destas causas, o corpo é seu. Você ainda tem controle sobre ele, e deve nutrir uma prática que refine sua conexão mente-corpo, de modo a manter sua percepção ativa e aguçada sempre que necessário. Sabemos que uma das diversas funções dos pais é direcionar seu filho, ensinar-lhe foco, estimulá-lo a caminhar. Esta atitude deve começar no período pré-parto. Você convida sua filha a nascer. Mostra a ela a direção, dá-lhe um estímulo, diz o quanto está esperando para lhe mostrar tantas coisas bonitas aqui fora. Ela vai sair de sua caverna para uma outra experiência, de grandes emoções. Que venha à vida! Na última semana de gestação, usando suas pernas e braços, com toda a gentileza, suavidade e carinho, você diminui lentamente o espaço de um lado do abdômen e abre mais espaço do outro lado. Para tanto você precisa saber onde estão cabeça, costas e pés, pois assim vai conduzir sua filha à direção correta. O ultrassom pode ajudar, mas como a vida é absolutamente dinâmica, do momento em que sai da sala do último exame até este em que aqui me lê, seu estado intra-uterino pode já ter mudado. Você tem que olhar para seu ventre como quem quer ver, sentir, apalpar, até ter certeza. Deve conduzir a cabeça para que encaixe em sua pelve. Se você não tem uma prática de yoga constante, ou não tem uma professora que saiba fazê-lo, procure uma. Muitos médicos não sabem que isto é possível. Todas as doulas devem saber. Mas não faça sozinha algo de que não tem conhecimento. Você deve trabalhar com segurança. Mente, respiração e mãos firmes, gestos certeiros e amorosos, que expressem confiança. Este é um momento de grande desafio também para sua filha, que não tem a mesma consciência que você ainda, mas já tem alguma. Ela sente o que está por vir, e com sua condução segura você a auxilia. Afinal, seu objetivo é convidá-la a participar de seu próprio nascimento, mostrar o que ela pode fazer. Você a estará ensinando maturidade, responsabilidade, e vai impulsioná-la à luz mais facilmente.
Na hora do parto, evite se deitar. É preciso trabalhar com a gravidade a seu favor. Cócoras, usando uma banqueta apropriada. Ou sentada na banheira. Você, de posse da consciência corporal, vai perceber qual a melhor posição. Precisa busca-la. Cada mulher tem a sua, nem sempre as escolhas são parecidas. A orientação de um profissional de sua escolha ajuda muito. Sempre recomendo a contratação de uma doula ou parteira em quem confie. Elas estudam, têm muita prática e conhecem manobras salvadoras que a medicina convencional não usa. A cesárea deve ser a última saída, quando de fato constata-se risco para bebê e mãe. Desconfie de médicos que apelam rapidamente a esta cirurgia. Procure se informar com antecedência. Seja ativa neste processo, aproprie-se de seu corpo, de sua gestação, parto e lactação. Não se entregue a nada cegamente, esteja sempre com a respiração suave, macia, profunda, a mente alerta, os pés firmes e espalhados no chão. Procure aterramento. A mãe é como a terra para seu filho, sem deixar de ser também água. Nutrição, apoio, refresco.
Quando esta filha (e você como mãe) nascer, parabenize-a, procure mantê-la em seu peito. Deixe-a ali, sentindo seu cheiro, sua presença. Dê-lhe forças e boas vindas. Abrace-a pra que se sinta segura desde já, quando tudo está começando pra ela.
Desejo-lhes uma boa hora!
Com carinho.
Namastê!

O título deste post é uma paródia à primeira estrofe da música “Mulher Barriguda”, do compositor Solano Trindade,  interpretada pela banda Secos e Molhados. 

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Fertilidade

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A lua cheia, a mulher e a fertilidade

A ancestral afinidade da Terra com a lua é evocada pela suave inclinação das flores de Outono, que saboreiam sua esplêndida luz discreta. Lua cheia e Flores Outonais no Riacho, por Ogata Gekko, impressão em madeira em forma de leque, período Meiji, 1895, Japão.

Para os que buscam os saberes do corpo, Gilles Deleuze e Félix Guattari propõem, no volume 3 de sua obra “Capitalismo e Esquizofrenia”, o seguinte exercício: que criemos para nós mesmos um “corpo sem órgãos”. E dizem que trata-se de “uma questão de vida ou morte, de juventude e velhice, de tristeza e alegria”. Consiste em concentrar-se no corpo como “tão-somente um conjunto de válvulas, represas, comportas, taças ou vasos comunicantes…” Como uma “metrópole que é preciso manejar…” “O que povoa, o que passa e o que bloqueia?” Este corpo sem órgãos só poderia então “ser ocupado, povoado por intensidades. Somente as intensidades passam e circulam… Matéria é igual a energia… Os órgãos somente aparecem e funcionam aqui como intensidades puras.”

UM CORPO DE INTENSIDADES

Falamos aqui portanto de uma compreensão de corpo que não estaciona na leitura dos órgãos, ou na tentativa de manipulá-los desta ou daquela maneira, mas se amplia à compreensão das sensações geradas por esta leitura ou manipulação, e que podem também ser percebidas em estado de relaxamento voluntário (Savasana).

Ora, não deve ser tão difícil, já que a matéria de que é composto um corpo adulto  é feita de 70% água, substância absolutamente flexível e permeável. Porém ocorre que nossa mente não é feita da mesma natureza, e sim de uma outra muito mais sutil ainda. E frequentemente encontramos nossa mente enrijecida, com medo de sua própria existência sutil e fugidia, com medo de ficar neste lugar desconhecido e fugidio à compreensão racional, com excesso de desejo por controle. O que produz, via de regra,  um corpo físico enrijecido.

E O QUE TEM A LUA A VER COM ISSO?

A lua é o satélite natural da Terra, o que quer dizer que ambas estão em constante e intensíssimo relacionamento. A lua, entre outras coisas, interfere (para não dizer rege), as águas de nosso planeta. Quem costuma frequentar o litoral sabe perfeitamente que a lua manda nas marés. E quem já observou com atenção a si mesmo norteando-se pelas fases da lua, sentiu que seus humores mudam conforme a lunação. Ou seja, a lua interfere em nossas “marés internas”, de uma forma muito sutil e fugidia, quase imperceptível aos menos atentos.

“Bendita seja a inconstância da lua – o encanto, o espanto, o portento de suas propositadas dissimulações e revelações; a repartida variabilidade de sua sombra e da sua luz. Como tranquiliza a cadência do tempo lunar, seus ajustes de aumento e necessária diminuição. Como é poderosa a ‘predominância noturna’(James Joyce) da lua e do modo particular de consciência em que pensamos como ‘lunar’. São incontáveis os encantos da lua: o modo como objetos e espaços, comuns durante o dia, assumem uma tranquila essencialidade ao luar; o modo como a lua se refletirá num rio e as inúmeras liquidezes físicas, emocionais e mentais dos seres vivos… Como suas esplêndidas passagens podem incitar à inclinação criativa, espiritual, mágica, sexual, profética e lunática… Sendo o corpo celestial mais próximo da Terra, a familiaridade com a lua com este planeta manifesta-se nos domínios das antigas divindades lunares… A Deusa Hator com cabeça de vaca, cujo leite alimenta o mundo; a Ísis de manto negro, cuja radiação enevoada cuida das sementes felizes sob o solo… A lua preside a concepção, gestação e nascimento, aos ciclos agrícolas de semeadura e colheita, a toda a transformação em ser. É a dona da umidade, dos líquidos da vida incluindo a seiva, a saliva, o sêmen, o sangue menstrual, o néctar e os venenos das plantas e animais… o fluxo e refluxo de todas as massas de água” (1).

CHEIA E LUMINOSA  X  VAZANTE E OBSCURA

As fases da lua são aspectos variáveis em ciclos recorrentes de tornar-se visível.

“Quando cheia e radiante, o ‘círculo sem mácula’ (Tu Fu, ‘Lua cheia’) é o símbolo budista da tranquilidade e da verdade perfeita.” Na cheia, temos um momento ideal para abrir as comportas, deixar emergia, trazer à luz nossas entranhas. É o momento de deixar o plantio florescer, dar-se em fruto. “‘Qualquer pessoa é uma lua’, escreveu Mark Twain, ‘e tem um lado obscuro que não mostra a ninguém’. Para os alquimistas, é tarefa do perito navegar o território da alma sem mapa, e trazê-lo, tanto quanto possível, à consciência. Os perigos da empresa são intrínsecos… o perito pode emergir do lado distante da psique iniciado no autoconhecimento, ou ver-se irrecuperavelmente perdido na escuridão. (1)”

Por isso nos cabe boa orientação, de um professor, mestre, tutor ou algo que o valha, nesta empresa da jornada ao autoconhecimento, de modo que este seja consequência do aprendizado do autocuidado, do ‘exercício de si sobre si mesmo’(2). Um mestre que possa propor, conduzir e auxiliar-nos nas leituras de práticas de cuidado de si.

A LUA CHEIA, O ÚTERO E O CONCEITO DE FERTILIDADE

“Selene, a ‘brilhante’ ainda cuida de nós com seu olhar feminino. Na invisibilidade da lua nova de Hécate, a bruxa, ainda guarda os segredos da morte e da regeneração. E Ártemis, a caçadora virgem, ainda esquadrinha os céus com cães de caça estelares a seus calcanhares. A lua continua a ser amiga e musa da Terra… E ainda, na noite estrelada, a ‘mesma glória clara se estende por dez mil milhas’ (Tu Fu, ‘Full Moon’).

O útero, com seus ‘mistérios transformativos’ (1) e poder criativo, apresenta-se como, no mínimo, interessante metáfora à lua cheia, bem como à própria Terra, ‘o útero primário’ (1). Sendo assim, lua e Terra se uniriam em gestação para a criação dos seres. É claro que nesta metáfora não está reduzida simplesmente a idéia de fertilidade como o fabrico de um ser humano, mas tanto de fabrico como manutenção de todas as possibilidades de existência. Seja de um ser humano, de uma nova idéia, um projeto, uma empresa. Entendemos aqui portanto fertilidade como abrangente possibilidade de vida, solo fértil.

“Os templos indianos têm como santuário central uma garbhagrihaou casa-útero onde a pessoa recebe a darshan, uma visão luminosa do divino. No simbolismo védico, o fogo está escondido na madeira como num útero, e depois é produzido num fogo ritual, tal como o espírito divino está escondido no interior, e depois é produzido através da meditaçãoo e cânticos Om. ‘Onde o fogo é agitado… é onde a mente é formada’(Upanishade Svetasvatara, I.13-14, II.6). Os hinos védicos de Hiranya-garbha, o Útero Dourado ou Embrião Dourado, o Divino radiante que se manifesta através de toda a criação (Rig Veda X.121)” (1).

YOGASANAS E FERTILIDADE

Então algo só pode ser fértil de está em equilíbrio e portanto saudável. Mas, se quisermos ainda falar estritamente da fertilidade fisiológica, como a possibilidade de conceber um feto, encontramos as sábias palavras: “Do ponto de vista yóguico, o tempo antes de uma criança ser concebida é tão importante quanto a gestação de fato. Uma vez que você decide engravidar, você deve se prepara com uma dieta balanceada, e desistir de álcool, drogas, nicotina e cafeína. E isso não é apenas recomendável para a mulher, mas para o homem. A decisão deve ser tomada por ambos, que têm que se preparar holisticamente à maternidade e à paternidade. É aconselhável que não só a mulher mas o homem também pratique yoga, afinal, o que é bom para a pélvis feminina e seus órgãos reprodutores, é claro que é bom bom também para a pelve masculina e seus órgãos reprodutores. A prática do Yoga com este foco vai otimizar a circulação sanguínea na pelve e órgãos reprodutores. Vai tonificar a coluna vertebral e consequentemente o útero, e potencializar e fertilidade. Mentalmente, Yoga cria equilíbrio emocional. É importante ajustar a prática de Asanas ao seu ciclo menstrual. Para a mulher que deseja engravidar, este ajuste é um pré-requisito à concepção ou mesmo para quem deseja a fertilização in vitro” (3).

‘Ajustar a prática de Asanas ao seu ciclo menstrual’ significa escolher e praticar atentamente e com a devida atenção ao alinhamento apropriado para seu corpo físico, os Asanas adequados para o período menstrual; que são diferentes dos adequados para o período pré-ovulatório (preparando o solo); que são diferentes dos adequados para o período pós-ovulatório, evitando tudo o que possa causar aborto e equilibrando a glândula tireóide (já que uma deficiência nas funções desta glândula pode causar aborto). E se você ainda não engravidou, é necessário cuidar de todo o equilíbrio hormonal, osteomuscular, articular e mental nos períodos pré e pós-menstrual.

A base deste trabalho é criar aterramento e equilíbrio físico e mental: ao mesmo tempo em que contempla suas fases mensais, observa as fases lunares. É muito bom se você menstrua na lua nova, porque estará fértil na lua cheia, alinhando suas potencialidades internas às marés do planeta. Costumo dizer que menstruar na lua cheia é como tentar meditar no meio de uma festa: é possível se você realmente quiser ou precisar, mas não é o mais propício ou favorável.

Temos casos de praticantes que, só pelo fato de começarem a praticar com este respeito a seu ciclo, em três meses tiveram seu período fértil deslocado da lua nova para a lua cheia. “É uma maravilha e nos surpreendemos com a simplicidade deste fenômeno. Mas por que é que nos surpreendemos? Porque estávamos de fato bem desconectadas da importância deste alinhamento”, diz uma das praticantes.

Então, direciono agora minha fala especificamente para praticantes e professores do método Iyengar, que já conhecem e amam o cuidado com os alinhamentos internos ao seu corpo físico e mental: ajustar sua prática de Asanas ao ciclo menstrual vem do mesmo cuidado: alinhar as partes para harmonia do todo, que é a natureza da qual fazemos parte.

PRÓXIMO CURSO, NA LUA CHEIA DE ABRIL:

TEMA  >  YOGA PARA MULHERES: YOGASANA + CICLO LUNAR + FEMININO: saberes ancestrais unidos para um solo fértil (físico, mental e espiritual) da mulher contemporânea.

DATA  >  sábado 27/04, 9h a 13h

INSCRIÇÕES  >  11-999955769.

Mail: contato@iyengaryogasaopaulo.com.br

INFO  >  fabirodriguesyoga.blogspot.com.br/

Vaso de barro com relevo de mãos na barriga, 4.850 a.C., Lepenski Vir, Iuguslávia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) KOBLER, F. (2010). Criação e cosmo. O livro dos símbolos – reflexões sobre imagens arquetípicas, Colônia, p. 26-28, 2012.
(2) FOCAULT, M. (1984). A ética do cuidado de si como prática da liberdade. Ditos & escritos – V – Ética, Sexualidade, Política, Rio de Janeiro, 2004.
(3) IYENGAR, G.S.; KELLER, R.; KHATTAB, K. Preparing for Pregnancy. Iyengar Yoga for Motherhood – Safe Practice for Expectante and New Mothers. New York, p. 14, 2010.

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Fertilidade

Que boas experiências temos tido em grupos nós mulheres que praticamos juntas semanalmente em São Paulo! Todas praticamos, todas damos e recebemos. Eu por exemplo, estou lá compartilhando o que tenho recebido e aprendido com meus professores inspiradores, e tanto recebo em troca por isso.

Elas têm buscas das mais variadas, mas vejo que TODAS têm uma em comum: a fertilidade. De seu corpo, de sua mente, seu trabalho, sua família, seu ventre. Este tipo de busca é particular das mulheres. Os homens têm lindas outras buscas, mas difícil encontrar um deles com tal desejo, assim da mesma forma como as mulheres, que partem de sua porção terra. Elas querem nutrir, remexer, arar, semear, regar e depois se deitar no colo deste solo bem macio, sua própria terra.

Parabéns pela abertura e pela arte que têm praticado de manter aceso e vívido o fogo interno da busca pelo seu self, sempre no contentamento!

Quem busca com coração aberto e com o desejo bem temperado pela clareza máxima de se interessar tanto pelo que brilha quanto pelo obscuro em seu interior, encontra um solo interno MUITO mais que fértil para a construção de uma vida rica em muitos sentidos.

Como fruto, há um rebento que vem antes do rebento biológico (um filho biológico) em importância para uma vida, que é a auto-realização, ou seja, realizar o que você veio para SER. Esta sim deve ser nossa busca máxima e incessante!

E quando então há o desejo por esta busca, nossa consciência profunda (no ocidente chamada de inconsciente pela psicanálise) encontra inúmeras traquitanas para nos mover a realizar nosso Dharma (caminho) em direção à realização. Ela (a consciência profunda) nos coloca em situações que nos fornecerão ensinamentos e ferramentas para a superação de obstáculos internos, que obstruem o caminho à realização.

Isso tudo deve ser observado. No processo de busca da fertilidade, nossa compreensão yóguica é de que a fertilidade tem um sentido MUITO amplo e é, definitivamente, consequência do seu Dharma, e não o objetivo central de sua busca.

Então, como podem ver, o Yoga tem muito mais a oferecer a vocês do que a prática de Asanas com foco de abrir a pelve e tornar ou sistema reprodutor saudável. O Asana é um dos aspectos do Yoga. Antes vêm algumas disciplinas éticas consigo (corpo, mente, espírito, ou consciência profunda, ou inconsciente, como quiserem chamar) e com o mundo. E junto com os Asanas devemos praticar Pranayama (atenção e controle da respiração), Pratyahara (recolhimento dos sentidos para não nos escravizarmos pelos desejos), Dharana (treinamento da capacidade de concentrar-se) e Dhyana (meditação). O Yoga é tudo isso. Se queremos colher os frutos mais preciosos, que humildemente tentei descrever acima, é mais eficiente que pratiquemos Yoga com o objetivo de nos tornar conhecedores de nosso TODO. Afinal, quanto  há sobre você que ainda permanece misterioso, não é mesmo?

Um beijo e um abraço bem apertado a todas!

Amor!

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