Benefícios do yoga, Corpo & mente, Fertilidade, Filosofia, Hormônios, Intelecto & intuição, Liberdade, Mulher, Yoga no dia-a-dia, Yoga para mulheres

YOGA Mulheres CONFERENCIA jul 2015

Anúncios
Padrão
Aula de Yoga, Fertilidade, Hormônios, Intelecto & intuição, Método Iyengar Yoga, Mulher, Sistema imunológico, Sistema reprodutor, Sistema urinário, Yoga no dia-a-dia, Yoga para mulheres

Nutrindo a Mulher Sábia

Os hormônios regem quase tudo na vida de uma mulher, por isso conhecê-los intimamente é da ordem do autoconhecimento.  É dar-se conta de seu impacto nas emoções, na atividade mental, no bem-estar físico, no bom funcionamento fisiológico.
Situar-se em seus períodos hormonais é saber, de antemão, que tipo de manifestações psicofísicas podem surgir, e precaver-se com a atenção na alimentação, nas atividades cotidianas, nas horas de sono, no tipo de diálogo, de pessoas, e até de decisões que estamos mais aptas a tomar, de acordo com nossa dinâmica interna, que muda a cada período do ciclo. Não estamos portanto falando de limitar-se, mas de organizar-se e tornar-se mais sábia. Igualmente não estou propondo que a vida gire em torno do ciclo hormonal, já que a experiência humana não é de modo algum previsível como as fases deste ciclo. O que proponho é, uma vez que as fases hormonais são razoavelmente previsíveis, que nos reportemos a elas de acordo com o que necessitamos fazer, para nortearmo-nos a partir de nossa disponibilidade e competência internas.
Com a prática de Yoga não deveria ser diferente, até porque Yogasanas, Pranayama e meditação tocam e mobilizam nosso ser por inteiro, podendo assim corroborar para potencializar as competências disponíveis em cada fase do ciclo, e também nutrir as demandas de cada uma delas.
Eis porque este projeto propõe-se a ensinar às mulheres como enlaçar-se em uma amizade fiel e duradoura com suas oscilações hormonais, uma vez que estas representam um barômetro de sua saúde psico-física. Manifestações hormonais são a ponta do iceberg, indicando-nos o que pode estar se passando em níveis mais profundos. Elas são sintomas. Das causas é que se ocuparão os Asanas.
Ainda em pequena escala mas cada vez mais nossa sociedade tem-se dado conta da importância dos cuidados com a natureza. O ciclo hormonal é parte fundamental da natureza da mulher. Compreendê-lo e trabalhar COM ele ao invés de CONTRA ele é voltar-se para sua sabedoria pessoal e nutrí-la, para que se torne desenvolta. A sabedoria pessoal nada tem a ver com a idade cronológica, mas com a capacidade de conexão interna.
Não há nesta Terra um ser sequer que seja igual a outro. Estamos todos vivendo o desafio de compreender qual é nossa missão em vida, ao que viemos, o que precisamos aprender, como isto irá contribuir para o mundo e para nossos irmãos e irmãs, e como podemos realiza-lo. Não há receita para este caminhar, cada um de nós deverá descobrir o seu. O que temos são algumas ferramentas para nos apoiar nesta jornada, e no caso das mulheres a prática de Yoga pautada nos ciclos hormonais refina a escuta interna, aguça nossa intuição, a capacidade de auto-cura e autocuidado.
Vamos à prática?


Padrão

 

Aula de Yoga, Benefícios do yoga, Fertilidade, Hormônios, Método Iyengar Yoga, Mulher, Sistema imunológico, Sistema reprodutor, Sistema urinário, Yoga no dia-a-dia, Yoga para mulheres

Yoga Mulheres Uberlândia

Imagem

 

Aula de Yoga, Índia, Benefícios do yoga, Fertilidade, Hormônios, Método Iyengar Yoga, Mulher, Sexo, Sistema reprodutor, Sistema urinário, Yoga no dia-a-dia, Yoga para mulheres

Yoga Mulheres São Paulo

Imagem
Índia, Fertilidade, Método Iyengar Yoga, Mulher, Sistema imunológico, Yoga para mulheres

A Hot Ladies Class with Raya

Sábado, 17 de agosto de 2013. RIMYI Ladies’ class with Raya. 9:30h a 11:30h a.m.

Nesta manhã Geeta não apareceu e Raya, um jovem professor indiano do Instituto, teve a difícil tarefa de substituí-la. Raya tem pulso firme e comanda com autoridade. Está diariamente ao lado de Guruji, auxiliando-o em sua prática pessoal com os assessórios e recebendo de volta a sabedoria para sua própria prática e arte de ensinar. Guruji nitidamente tem por ele a afeição e o rigor de um grande mestre para com seus discípulos mais próximos. É sempre inspirador observá-los trabalhando, algo que costumo fazer sempre que posso em meio às horas de prática pessoal na sala do primeiro andar.

Lá vamos nós! A voz de Raya abriu o Pranava matra Om com simplicidade e presença. Nós, mulheres, em uníssino respondíamos a cada frase coesas, fortes, vibrantes. A sala estava cheia. Éramos em média 250 mulheres e pouquíssimos homens sentados ao fundo assistiam. A arrepiante força feminina de nosso conjunto cantando alto o mantra inspirou minhas entranhas. Raya também deve ter sentido, pois passou a caprichar nos arabescos cantantes das vogais da saudação a Patãnjali em uma (que me pareceu) perfeita pronúncia sânscrita. Linda abertura! Especialmente melodiosa.

As aulas femininas do Instituto têm sido minhas preferidas, não só porque alimentam diretamente minha pesquisa com Yoga para Mulheres, mas de fato neste momento a sala se inunda de Shakti Power! Como geralmente a prática é muito vigorosa, a emanação desta força é acentuada, e algo realmente sagrado acontece enquanto estamos praticando juntas, uma do ladinho da outra, mat com mat, mana a mana. Formamos uma corrente que parece inquebrável, de silenciosa cumplicidade.

Antes do segundo Asana Raya anuncia que apenas dirá o nome das posturas, dois professores do Instituto as demonstrarão sobre a plataforma, e não serão feitos comandos de alinhamento, somente ajustes em casos de necessidade diretamente em cada praticante. Outros professores circulam entre nós, para eventuais correções ou suporte.

Estava calor, todos os ventiladores ligados, e mergulhamos numa forte sequência de backbends. Imaginem em que estado ficamos. Suor escorrendo pelas costas era pouco. As entranhas fervendo. Já no quinto Asana estávamos livres de toda a pimenta ingerida nas últimas duas semanas e qualquer impureza no trato digestivo. E pensei: sei que tudo isso pode ficar ainda mais forte, pois estamos apenas entrando nos Backbends, ainda é lua crescente e o calor tende a aumentar. Na primeira semana tivemos ênfase nas torções, evoluímos para flexões pra frente, depois posturas em pé, os fortes Backbends e depois provavelmente virão as inversões.

Estamos entrando na terceira semana. Foi uma prática dinâmica, pra esquentar e abrir o corpo com pouca permanência, que começou com Adhomuka Savnasana e Uttanasana como sempre, mas logo nos colocou em Urdhva Muka Vrksasana, Urdhva Muka Svanasana, Virabhadrasana 1, Salabhasana, Dhanurasana, Urdha Dhanurasana, Dwipada Viparita Dandasana, voltando para Urdha Dhanurasana, Ekapada Viparita Dandasana, Ustrasana, Virabhadrasana 1, Parsvottanasana, Prasatita Padotanasana. Longa permanência em Sirsasana em variações de pernas de Virasana e Parsva Virasana, encerrando com uma série de longas flexões pra frente como Pachimotanasana, Janu Sirsasana, Upavishta Konasana e Parsva Upavishta Konasana, Salamba Sarvangasana, Halasana e Karnapidasana. As extensões tinham sido tão intensas que nosso corpo não queria mais dobrar pra frente, então Raya caprichou nas permanências desta última parte da aula.

Quando finalmente pudemos descansar um pouco em Supta Swastikasana nos cobertores usados para as inversões, suspiramos conjuntamente. Aaaaaaaahhhhhhhh que maravilha!

Após os primeiros minutos de olhos fechados a brisa agradável dos ventiladores chamou minha atenção. Entreabri meus olhos querendo mais intimidade com aquela sala e registrar visualmente este momento em amorosas memórias. Vi as pás em madeira escura rodopiando no vão do pé-direito alto, o lustre central de cobre refletindo a luz matinal que entrava pelas grandes janelas. Pilares revestidos de azulejo verde água e o alto das paredes forrado por muitas fotos de Guruji praticando inúmeros Asanas, fechando toda a circunferência da sala com sua imagem. Senti-me  envolta por seu legado e sua presença segura.

Deitamos no lado direito, tapete de mulheres. Nos sentamos em Swastikasana. Fechei meus olhos, uni as palmas em Namaskar Mudrá em frente ao peito, agradeci profundamente por mais esta experiência.

Ao sair da sala de práticas, parei um pouquinho pra olhar com mais atenção a imagem de Lord Hanuman, uma escultura austera em cobre encrustrada numa das paredes externas. Hanumané um deus-macaco no hinduísmo. O Ramayana informa que era encarnação do poderoso Deus Shiva, que havia se manifestado na Terra durante o período de Rama, uma das encarnações de Vishnu, para auxiliá-lo em suas tarefas.

Que os poderes realizadores de Hanumam e as forças protetoras e mantenedoras de Vishnu sigam abençoando a prática nossa de cada dia.

Que assim seja. Namastê.

 
Padrão
Corpo & mente, Fertilidade, Hormônios, Método Iyengar Yoga, Mulher, Sistema reprodutor, Sistema urinário, Yoga no dia-a-dia, Yoga para mulheres

O pão, o chão, o refrão

Savasana voador: deixando tudo o que é inútil, grosseiro de si escorrer de volta para a terra. E  como o óleo se difere da água pura, experimentar a clareza da natureza destas duas porções: o grosseiro e o sutil, o inútil e o essencial, este último podendo livremente se espalhar por todo o nosso ser.

Namastê queridas praticantes do Yoga Para Mulheres – Saber Ancestral na Vida Urbana!
Hoje tivemos uma aula importante sobre como a prática de Iyengar Yoga pode contribuir, num determinado momento da vida (com início em torno dos 40 anos), a uma passagem próspera para a vida da Mulher Sábia. Ou seja, o período comumente chamado de climatério, e posteriormente menopausa. 
Tínhamos um grupo especial de apaixonadas pelo método Iyengar. Espero termos chegado perto das demandas de cada uma. Sinto o contentamento da prática em vocês, e espero realmente poder contribuir para seus insights ao longo da jornada da prática do mergulho em si mesmas.
Alguns depoimentos ao final da aula me enchem de contentamento e força para ir além. E já que vocês andaram dizendo que não se conformam como as mulheres da cidade toda não estavam lá conosco, que elas não sabem o que estão perdendo, lembrem-se do quanto é importante que tragam suas amigas, irmãs, primas, enfim, as mulheres que amam. Nada melhor do que quem sentiu na pele pra fazer isso, não é mesmo? Minha intenção é tornar cada vez mais pública a oportunidade de termos acesso a este método como ferramenta de apoderamento. “A ética do cuidado de si como prática de liberdade (Focault)”. Estamos tratando da importância de a mulher apoderar-se de sua própria vida, sua saúde física, mental e espiritual (obviamente respeitando as crenças de cada uma, não estamos falando em momento algum de religião mas espiritualidade, comprovada como parte essencial do desenvolvimento humano saudável) , seu feminino, suas oscilações, seu radiante brilho e potência.
Muito assunto pode ainda emergir das conversas ao final da aula. Muitas novas sensações na prática dos Asanas e Pranayamas. Seria bom termos mais tempo juntas, com maior frequência. É nosso processo de construção. Estamos juntas nesta jornada. Leva tempo. Sigamos firmes, leves, contentes, persistentes. 
Este tema me escolheu, fui abduzida por ele durante minha jornada Iyengar, e estou certa em minhas entranhas que seguir neste caminho de luz traz e trará cada vez mais para nossas vidas o pão, o chão, o refrão.
Om Shanti, Shanti, Shanti!

Padrão