Alimentação, Asanas, Benefícios do yoga, Fertilidade, Sistema imunológico, Yoga no dia-a-dia

Cuide-se na mudança de estação

O outono está claramente conosco. A luz do sol torna-se oblíqua, a temperatura amena e as cores ganham uma textura aveludada.
Junto com tudo isso chega também com frequência aos ouvidos aquela famosa frase: “iiihhh… este vírus está pegando muita gente!…”
QUATRO APOIOS PRA MANTER O SISTEMA IMUNE FORTE 
1. Líquidos puros. Uma combinação deliciosamente antiga e eficaz: Chá de gengibre, limão e mel. Gengibre acelera o metabolismo, suco de limão tem vitamina ‘C’. Se achar limão muito ácido ou não combinar com seu Dosha como é o meu caso, substitua por laranja. A lima está na época. Docinha que só.
2. Boa comida. Natural, nutritiva, afetiva, de fácil digestão e em quantidades moderadas, mantendo sempre ¼ do estômago vazio.
3. Bom descanso! Savasanacom apoio alto para as costas e cabeça – testa mais alta que queixo – como o de Pranayama, na postura 7 ilustrada abaixo. Ajuste o volume da escuta interna: geralmente nesta estação ficamos um pouco mais frágeis, mesmo sem perceber. Nossos limites mudam. Portanto se sentir-se repentinamente pesado, cansado, respeite e desacelere. 
4. Proteção e muito amor(incluindo o amor próprio, cuja falta abala o sistema imunológico e enfraquece toda a vida fértil). Não passe frio.
O AMOROSO AUTOCUIDADO SAUDÁVEL
Crie pra si um ambiente acolhedor em casa e no trabalho: bem ventilado mas sem ventania, bem iluminado mas sem a radiação direta do sol forte do meio do dia. Ar e luz são antissépticos naturais. Evite, mas se tiver que se expor ao frio, que seja bem agasalhado. E traga para perto de si as pessoas e as coisas que ama e lhe fazem bem.
Se algo não sair tão bem e a febre chegar, recolha-se em casa e fique lá até se sentir disposto, alimentando-se com a comida mais saudável que puder. Beba água a modestos goles permanentemente, degustando a hidratação que ela promove no caminho por onde passa, e dando tempo pra seu organismo absorvê-la. Banhos mornos. Bons pensamentos. Meditação. Não pratique Yogasanas com febre.
PARA QUANDO A FEBRE PASSAR
Se você já for praticante de Yogasanas e as posturas abaixo ilustradas fizerem parte de sua prática pessoal, quando for melhorando e sentindo-se mais disposto, elas ajudarão a recuperar sua força vital rapidamente. Pratique-as na sequência indicada. Indicadíssimas para mudanças de estação, período em que os vírus ficam todos esparramados pelo ar, podem também ser usadas para o período pós-menstrual feminino (2 a 3 dias após o término da menstruação) pois restauram, revigoram e são fortificantes para o sistema imunológico.
Se estiver com dor de cabeça, não faça Adhomuka Svanasana (postura 3) e Salamba Sarvangasana (postura 4: invertida sobre os ombros na cadeira). Além disso, em Ardha Uttanasana (postura 2), ao invés de apoiar o queixo sobre as mãos como na ilustração, use a variação com a testa apoiada nas mãos.
E um ótimo outono pra você.
Namastê!


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Alimentação, Aula de Yoga, Benefícios do yoga, Corpo & mente, Hormônios, Mulher, Sistema digestivo, Sistema imunológico, Sistema reprodutor, Yoga no dia-a-dia, Yoga para mulheres

Curso Mulher em Círculo: 08 a 10/03/2012

Transcrição da experiência do evento. Por Fabiana Rodrigues
08/03/2012 – TEMA RELACIONAMENTO
Coordenadora: Fabiana Rodrigues (FR). Profissionais convidadas: Renata Ramos (RR); Christiane Ceron (CC); Paula Pinto Silva (PPS).
Apresentação
Atenção: esta é uma transcrição de memória, já que não houve registro em tempo real. Ela tem como objetivo registrar e democratizar uma parte dos ricos conteúdos vivenciados e informações úteis, para que não se percam. Mas não há nada como a experiência completa da vivência, em todos os sentidos e profundidades. Caso você tenha participado do evento e queira deixar aqui contribuições de sua memória que não tenham sido contempladas no texto inicial, fique à vontade para construir junto comigo esta história.
Este encontro foi fruto das aulas de yoga para mulheres que ocorreram em 2011, onde as participantes sentiram necessidade de aprofundar e abrir horizontes. Tivemos a idéia de chamar profissionais de outros saberes para complementar as reflexões, práticas e saberes sobre o feminino.
Profissionais convidadas: a Renata Ramos, que é formada em artes pelo iadê em 1970, é sócia fundadora diretora da Triom, editora e centro de estudos, atua em danças circulares sagradas desde 1992 e focaliza cursos de formação desde 2004. Temos também a Cristiane Ceron, que é professora de hatha yoga e filosofia do yoga, bailarina clássica indiana, herdeira de duas gerações de professores de yoga e meditação, e dá aulas há 15 anos, coordenando a escola morada do yoga. E finalmente a Paula Pinto Silva, que é cientista social e doutora em antropologia social pela USP, investiga a trajetória da mulher na sociedade brasileira, fundou a Petora – pesquisa antropológica na vida cotidiana, é professora da ESPM.
Esta tarde foi um lindo encontro entre o feminino e o masculino dentro de todos nós. A dança circular trouxe-nos da mente para o corpo com inteligência e muita delicadeza. Meditamos juntos todo o tempo, exercitando a escuta, os gestos, a fala do coração.
A presença de três profissionais de áreas diferentes do saber, incluindo uma delas não praticante de yoga, nos revelou a maravilhosa beleza da diversidade. Foi consenso que todas ali buscamos a mesma coisa: a conexão, a compreensão do ser. Encontramos vários pontos em comum nas formas de buscar, mas também algumas divergências. O que foi muito rico. Meditamos juntos, exercitando o gestual, a fala e a escuta do coração. E aprendemos muito uns com os outros. E agora que nos reunimos pra nos debruçar sobre isso percebemos que foi um encontro anti-feminismo e anti-machismo. Pela união destas duas polaridades dentro de nós.
A DANÇA CIRCULAR
Renata Ramos (RR): o círculo traz pra gente algo que o mundo está precisando muito hoje em dia. O ninho, o útero, o elo, a concha, o lar, o aconchego. O feminino. O mundo já está há muito tempo árido, violento. Eu trouxe uma concha (lindíssima, de madrepérola por dentro, uma concha rasa e bem aberta, receptiva), pra marcar o centro do círculo. Então a gente dá as mãos com a palma direita voltada pra cima e a esquerda pra baixo, assim mantemos o sentido da energia circulando entre nós. E dançamos uma dança simples: um passo à frente com o pé esquerdo, duas reverências dobrando os joelhos, um passo pra trás com o pé direito, duas reverências dobrando os joelhos, um passo pro lado direito, duas reverências dobrando os joelhos. E começa tudo de novo. Muito linda a simbologia contida nestes simples gestos: o passo na direção do centro, ao encontro do outro, e o reverenciando. Os joelhos (segundo o teórico XXX, confirmar com a Renata o nome e se é filósofo, não lembro) sempre significaram algo na história do mundo. Ajoelhar-se é um sinal de respeito, não de subjugar-se, mas de mostrar-se humilde perante à grandeza do outro, sem desmerecer a sua grandeza. É um cumprimento. O passo pra trás significa afastar-se do outro, pra enxerga-lo de uma outra forma e, assim, nos percebermos melhor também diante do outro. E o passo pro lado significa o caminhar junto. A música e a dança eram da cultura grega.
E assim seguimos inspiradas, sorrindo, nos olhando nos olhos, emocionadas, movidas pela música e ao longo do tempo fomos ficando mais serenas, contemplativas de nós mesmas e das outras ali naquela roda.
Após a primeira dança comemoramos com alegria aquela oportunidade com comentários animados. Amanda lembrou das danças de roda da infância, perguntou se as crianças ainda fazem isso, Renata disse que sim, nas escolas estão resgatando.
Fabiana Rodrigues (FR): Percebi que se a gente pensar a gente “erra” o passo. É preciso estar muito presente. Deixo o pensamento voar, desconecta do círculo.
RR: bem, aqui não tem “errar”. Eu mesma que dou cursos às vezes “erro” o passo. Mas é uma prática muito natural, muito orgânica. Deixe-se levar, o círculo te ajuda, te sustenta.
Então dançamos uma outra música e dança, desta vez foi “escravos de Jó”, cantada e coreografada por um artista de dança brasileira (confirmar com a Renata). A coreografia agora era um pouquinho mais complexa, e a velocidade da música foi num crescente, exigindo mais atenção de nós, e algumas mulheres em um certo momento tropeçaram um pouco, e se divertiram muito com isso. Estávamos mais leves, amorosas conosco mesmas e umas com as outras.
RR: É sempre bom lembrar que toda prática tem o objetivo de nos levar a um estado melhor de consciência, de que a gente saia melhor do que entrou. Então por exemplo, no toque na mão do outro devemos ter delicadeza, cultivar a relação delicada com o outro, sentir se está confortável para o outro. E a alegria que sentimos é bom que ela seja serena, não esfuziante, o que nos tira do centro.
A última dança a RR chamou de Ave Maria brasileira. Os arranjos musicais eram bem brasileiros mesmo. A coreografia era muito graciosa e leve, e cada ciclo terminava com os braços ao alto e um balancinho de ombros e corpo pra direita e pra esquerda. Uma saudação à beleza do mundo e da mulher. Simples e linda. Perto do final estávamos bem serenas, algumas vezes fechando os olhos e sentindo mais fundo aquilo tudo.
RODA DE SABERES
RR: a necessidade do silêncio, do vazio, pra podermos nos sentir, fazer a conexão e nos relacionarmos conosco. A música tem o silêncio, a dança tem a pausa. É natural do Homem, precisamos das pausas. Assim como vcs têm o yoga, a minha prática é a dança circular. Eu aprendo a me relacionar comigo mesma porque aprendo a me relacionar melhor com o outro pela dança circular. É lindo a gente observar nos círculos as pessoas: os medos, as alegrias, as tristezas, o movimento corporal de cada um, e como cada um administra tudo isso silenciosamente durante uma dança. Sou uma mulher já madura, mas cho estranho quando alguém me chama pra dar um depoimento sobre como foi a minha vida, etc… Ainda me sinto tão vivendo, em processo… Mas ok, entendo, então vamos lá. Falando de relacionamento, né… vivi um casamento, me separei, tive outros relacionamentos, três filhos, dois netos três norinhas queridas. O convívio com a família me ensina muito. Minha experiência em Findhorn também. É uma comunidade na Escócia, que nasceu nos anos 70, fundadas por pessoas que não estavam concordando com a forma que a sociedade estava vivendo e se organizaram de uma outra forma, mais amorosa e sustentável, mais feminina, podemos dizer. Um dos pilares de Findhorn foram as danças circulares, que são uma prática ancestral de muitos povos ao redor do mundo, mas nasceram como prática internacional com este nome por causa de um cara que estava estudando e pesquisando as danças dos povos e foi convidado pra ir pra lá ensinar e implantar como prática pra comunidade (Findhorn). Então veja, este homem, o Bernard Voisin, que foi um dos fundadores desta comunidade se tornou o símbolo do encontro do masculino com o feminino ali. Isso foi muito bonito. E foi de lá que eu trouxe as DC. E isso mudou minha vida. É uma vivência que permeia toda a minha vida.
Christiane Ceron (CC): Sou bailarina de dança clássica indiana. São danças super densas que contêm muitos ensinamentos, porque são manifestações de lendas hindus. E a lenda é sempre uma união de muitas metáforas condensadas pra falar de um assunto. Então eu trouxe a lenda do Ganesha, numa versão que é a que eu gosto. Ganesha foi um menino que nasceu muito iluminado. Ele tinha muitos dons, e sua mãe, Parvati se preocupou muito com isso, se ele seria bem aceito no mundo sendo assim tão diferente dos demais. Então Parvati e seu marido Shiva, pai de Ganesha, procuraram um sábio pra se aconselhar. O sábio decidiu então substituir a cabeça humana de Ganesha por uma cabeça de elefante, e só que tivesse coração puro enxergaria a verdadeira face de Ganesha. Era uma criança gorduchinha, representando a prosperidade. E entre as divindades é uma das (se não a mais) cultuado na Índia, pois sua proximidade com o mundo terreno era maior do que a de Shiva e Parvati, portanto era mais fácil pedir favores, bênçãos e proteção a Ganesha, pra que ele os levasse a seus pais. Ganesha abre os caminhos até o “altíssimo”. Antes da dança fazemos uma reverência à mãe Terra, que abençoa nossos olhos, abençoa nossa cabeça, nos abençoa toda.
Chris depois de contar a lenda faz todos os movimentos da coreografia explicando o que eles significam dentro da lenda que acaba de contar. Depois coloca a música, que é a lenda contada em sânscrito, e dança em tempo real. A dança foi divina. Chris tem domínio total de cada movimento, que unidos se tornam muito complexos: cada parte do corpo faz uma coisa diferente da outra (mãos e pés não se movem pra mesma direção), mas o corpo todo está unido numa mesma intenção, harmonioso. É muito lindo e inspirador. Eu assisti pela segunda vez e me pareceu um mergulho muito complexo. A lenda tem muitos desdobramentos e a dança mil interpretações.
Paula Pinto silva (PPS): Bem, estou um pouco frustrada porque não tenho nenhuma prática física como vocês (risos). FR: mas você te sua escuta e sua fala do coração). Bem, tenho minha profissão como antropóloga, que é minha prática, pois mudou meu modo de viver. O antropólogo tem a função de mergulhar sozinho no universo do outro, e depois voltar dele e fazer suas leituras. Percebi que isso tem muito em comum com yoga e com a mitologia hindu (Risos).
RR: Sim, estamos claramente todos numa mesma busca.
PPS: Que bom nos encontrarmos aqui. Então, como quando eu fui até uma tribo indígena fazer uma imersão e levantamento pra meu estudo em 1992, pra que eu pudesse encontrar lá o que é verdade pra eles, o que realmente a cultura deles, eu tinha que ir sozinha, eu não podia ir com meu marido ou com ninguém. Eu tinha que, sozinha, me deparar com situações que, muitas vezes eu não concordava, e nessa situação você pode sentir medo, nojo, pode se encantar. Mas você está vendo a verdade deles, sem os seus condicionamentos. Não adianta querer julgar, isso não faz parte do trabalho do antropólogo. As culturas são muito diferentes entre si. Julgamento seria a partir dos MEUS valores. Agora, estamos aqui reunidos no dia da mulher. E o que é isso? Eu sonho com o dia em que não precisaremos mais ter o dia da mulher ou o dia do orgulho negro ou gay. Por que isso?! Pra compensar as inúmeras décadas em que a mulher foi maltratada pela sociedade?! E o que é ser mulher? Não é colocar brinco quando nasce uma menina. Quando eu dei à luz uma menina, a enfermeira me trouxe um cartãozinho oferecendo pra furar a orelha, e disse: quando são bebês não sentem muita dor. Puxa, só porque não sabem dizer que dói? E o choro, como é um choro a mais, no meio de tantos que ninguém sabe mesmo o que é… Fica por isso mesmo. E quando eu estava grávida, decidimos que não queríamos saber o sexo do bebê, porque queríamos um filho, não importava o sexo. Mas, se por um lado estávamos eu e meu marido certos disso, todos ao nosso redor não se conformavam, ficaram perdidos, porque não conseguiam decidir qual seria o presente a dar, nem a cor da roupinha. Então, devido à minha personalidade provocativa, aí é que gostei mesmo. Além de tudo, me vi livre das roupinhas cor-de-rosa (risos). Então veja, estamos falando de marcas que a sociedade nos impõe. Os códigos criados para sinalizar o que é ser mulher ou homem. Mas e onde fica a sua mulher subterrânea?! Fica massacrada e escondida lá no fundo, porque está fora dos códigos, é difícil codificar seus instintos mais obscuros. Venho pesquisando e trabalhando com mulheres de várias classes sociais e regiões do Brasil e estamos tentando desvendar um pouco isso. Então coloco pra vocês um convite-provocação: O QUE É SER MULHER?
FR: então convido a todos fecharem seus olhos e se conectarem com as experiências que viveu aqui hoje. (tempo: 30 seg) O que sentiu, o que ouviu, o que vc gostou, o que lhe pareceu estranho. (tempo: 30 seg) Tente ficar no lugar antes do palavreado mental, antes dos julgamentos. Conecte-se diretamente com suas sensações. (tempo: 30 seg). E agora devagarinho pode ir abrindo os olhos e se quiser expressar algo ou perguntar algo, ou se não quiser falar nada, fiquem todos à vontade.
CC: interessante vc (PPS) falar das marcas, porque eu acho importantes e acho que devemos considerar algumas marcas. Eu por exemplo que estudo as tradições e estudo e trabalho com elas no meu dia-a-dia, veja que algumas são realmente indispensáveis para a base da construção de novos saberes. A tradição tb é importante. Na tradição do yoga podemos ver isso. Se não fossem as marcas, a tradição, não poderíamos praticar. Até algumas marcas de sabedoria que mulheres mais velhas e sábias nos deixam. Não podemos descartar todas as marcas, não é mesmo?
PPS: sim, de repente vc se pega ficando velha e vc pega na pele da sua mão e puxa, e ela descola da sua mão, e vc lembra de qdo era criança e pegava na pele da mão da sua avó e puxava e ela se soltava completamente do corpo e vc ficava admirada: “vovó, nossa, sua pele é assim?!”… e agora é vc que está assim. Tem muitas marcas que nos ajudam a compreender a vida, e sim são importantes, nos conectam com a mulher subterrânea que há dentro de nós. Estas são as marcas positivas, então cabe a nós saber diferenciar o que é a boa herança e o que é marca imposta pela sociedade ou por uma cultura, porque algumas destas não contemplam nossa verdadeira essência.
FR: isso me faz lembrar a lenda da mulher-loba-mulher, da Clarissa Pinkola Estés. Ela fala do feminino selvagem ancestral. É uma lenda sobre uma loba que era mulher que era loba que era mulher. Esta loba vivia no deserto, e se ocupava de coletar ossos de mortos que encontrava deserto afora. Então quando ela conseguia juntar um conjunto de ossos que formava uma loba inteira ela montava essa loba no chão de areia doe deserto e, diante da lua cheia, começava a uivar. E alguns pedaços de carne começavam e surgir entorno dos ossos, e ela cantava mais forte, e mais carne surgia, e mais forte que ela cantasse mais rápido ia se formando uma nova loba, até que esta ficasse de pé, firme, e saísse correndo pelo deserto, e depois se transformava em uma mulher. É cheia de símbolos muito fortes. Fala da capacidade da mulher em criar algo de um lugar onde aparentemente não há mais nada: a capacidade de criação. E que o poder de fazer isso vem das entranhas, do uivo animal, da conexão com a natureza. É muito bonito.
Rubens Ferraz: qdo vc (FR) falou pra gente ficar no lugar antes do palavreado mental, eu já estava a um passo das palavras, e estava chegando em “surpresa” e “paixão”. Me senti frágil, sozinho aqui como homem no meio de vcs. Estou imensamente surpreso com este grupo e o que estão fazendo aqui. E me apaixonando por todas vocês. Que lindo. Nunca pensei que mulheres fizessem isso juntas. Os homens estão como que há 50 anos atrás das mulheres. Só conheço homens que se reuniriam se no meio deste círculo tivesse um fogo aceso pra um churrasco (risos).
RR: há homens fazendo isso sim. Procure saber do grupo chamado “guerreiros do coração”. Eles se reúnem pra ler e estudar juntos as questões do masculino.
Simone Zahran (SZ): eu tenho um grupo de 15 amigos homens que começaram num grupo pequeno como este, e há 10 anos se reúnem pra tocar tambor na mata e fazer e estudar práticas masculinas. Eles começaram assim, num grupo como este que estamos iniciando desde o ano passado. Mas vejo que não queremos uma sociedade feminista. Nem machista. Estamos aqui buscando uma outra coisa, o equilíbrio.
FR: A cada 48 minutos o fluxo de nossa respiração se alterna em intensidade do lado esquerdo para o direito, estando sempre uma narina mais livre que a outra. Observe que quando a narina direita estiver mais livre, vc está ativando o lado esquerdo do cérebro, o lado solar, masculino: iniciativa, criatividade, aventura. Quando a narina esquerda estiver mais livre, vc está ativando o lado direito do cérebro, o lado lunar, feminino: receptividade (não inatividade), poesia, intuição. Quando os seres humanos lembram de usar de fato o feminino e o masculino dentro de si, a vida fica simples, fácil e prazeroza, livre de condicionamentos. Verdadeira.
Aprendemos muito uns com os outros e saímos nutridos, com nosso observador interno afiado. Ficou em todos um gosto enorme de “quero-ir-mais-fundo”.
Grata a todas as presenças inspiradoras.

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“… Círculos de mulheres podem acelerar a evolução da sociedade na era pós-patriarcal” Jean Shinoda Bolen (analista Junguiana, professora da Universidade da Califórnia e autora de títulos como “As Deusas e a mulher madura” e “A sincronicidade e o Tao”)

PROPOSTA
Mulher = útero = acolhimento = círculo = cuidado = saberes = poderes
• Promover círculos de mulheres para saúde e bem-estar
• Reconectar cada mulher com seus poderes femininos – resgate de saberes intrínsecos
• Compartilhar saberes e práticas de auto-cuidado: Yoga&Ayurveda, alimentação, relacionamento (consigo e com outros)
• Estimular relações horizontais ganhar-ganhar entre participantes e convidadas dentro de universos temáticos como a antropologia, a psicanálise e a nutrição.
• Vivenciar aprendizados práticos e tangíveis 

PÚBLICO-ALVO
Toda e qualquer pessoa, acima de 18 anos, interessada em se aprofundar nas questões do feminino. 


 

VALORES PARA PAGAMENTO EM FEVEREIRO:
R$70 quinta-feira / R$70 sexta-feira / R$80 sábado / R$175 pacote para os 3 dias

 

VALORES PARA PAGAMENTO EM MARÇO:
R$80 quinta-feira / R$80 sexta-feira / R$90 sábado / R$200 pacote para os 3 dias

 

INSCRIÇÕES

Fone 11 38751079 ou yogadham@yogadham.com.br 

MAIS INFORMAÇÕES
fabirodrigues.yoga@gmail.com

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almoço ayurvédico em casa . parte 2

Para hoje tivemos um almoço de preparo expresso. A base foi a mesma de ontem: arroz integral e lentilhas verdes, que já estavam prontos na geladeira desde ontem. Na hora cozinhamos os vegetais e mudamos os temperos e acompanhamentos.

Então foi: arroz integral de açafrão, lentilhas verdes, quiabo e acelga cozidos no vapor e refogados no azeite com sal, Garam Masala e gergelim preto. Acompanha um punhadinho de amêndoas, macadâmias, uvas passas claras e escuras.
Pra quem pediu as receitas, aqui vão. Mas atenção: elas incluem algumas dicas preciosas quanto ao preparo dos alimentos.
Arroz integral de açafrão
Lave e deixe escorrer uma xícara de arroz integral. Coloque para ferver duas xícaras e meia de água. Enquanto isso refogue na panela uma colher de chá de ghee (manteiga clarificada) com meia colher de chá de açafrão e uma pitadinha de sal marinho. Nada de alho ou cebola, segundo os preceitos ayurvédicos. Acrescente o arroz ainda cru e mexa, refogando um pouquinho os grãos no tempero. Junte a água fervente, misture bem, e deixe cozinhar semitampada até secar quase por completo. Desligue o fogo somente quando os grãos ficarem macios. Gosto de deixar úmido, para facilitar a digestão. Se vc mexer um pouco no final, fica quase um risoto.
Lentilhas verdes
Espalhe uma xícara de lentilhas verdes num prato, e despreze as muito escuras, enrugadas ou com aspecto estranho e os possíveis gravetos ou impurezas que estava presentes no pacote. Utilize somente grãos saudáveis. Enquanto isso deixe fervendo duas xícaras e meia de água. Refogue na panela uma colher de chá de ghee (manteiga clarificada) com duas folhas de louro e uma pitadinha de sal marinho. Acrescente a lentilha ainda crua e mexa, refogando um pouquinho os grãos no tempero. Junte a água fervente, misture bem, e deixe cozinhar semitampada até os grãos ficarem macios. Gosto também de deixar úmida, para facilitar a digestão.
Legumes no vapor
Para cozinhar no vapor você coloca dois dedos de água no fundo da panela e encaixa a cestinha de inox pr´pria para acolher os legumes suspensos, pra que não fiquem em contato com a água. Tampe e espere os legumes ficarem macios, porém al dente. Retire a cesta, a água e refogue-os por apenas um minuto em fogo baixo, misturando uma colher de azeite, uma colher de café de sal marinho e o tempero que desejar.
Bom apetite!
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almoço ayurvédico em casa

Sabendo quais são seus Doshas (elementos da natureza que compõem o corpo) você pode escolher os alimentos mais adequados pra si. Nem tudo que é natural te faz bem. Algumas substâncias podem ser incompatíveis com as que habitam em você.

É possível, cozinhando em casa, manter a dieta recomendada para seus Doshas preparando pratos simples e rápidos. Veja nosso almoço de hoje:
1. Cama de agrião para arroz integral de açafrão e lentilhas verdes puxadas no azeite com louro. Tudo bem temperadinho com sal marinho, pimenta do reino e gergelim preto.
2. Panqueca com massa crocante integral de espinafre regada no azeite e Garam Masala (uma misturinha terapêutica de ervas e especiarias: anis, cardamomo, pimenta-do-reino, canela, cravo, noz moscada, gengibre em pó).
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Faxina no corpo!

Com muita massagem, dieta e mudança de hábitos é possível limpar as toxinas do corpo. Veja a experiência de quem fez um tratamento ayurvédico – e ficou com a saúde tinindo! Texto Fabiana Rodrigues Barbosa. Fotos Manuel Nogueira. Publicado originalmente pela Revista Vida Simples, Ed. Abril. Julho de 2009.

“Você gosta mais do tempo quente ou frio?” Sentada na cadeira do consultório, de frente para o médico, me surpreendi com a pergunta. Eu gosto mais do calor, no frio minha sinusite fica pior e os intestinos, mais presos. Então ele me pediu para ficar de pé e colocar a língua para fora. Depois de observála atentamente, contou que havia acúmulo de toxinas em meu corpo. Tomou meu pulso por alguns segundos e disse: “Você é Vata-Pitta, ar e fogo são os elementos da natureza que a regem”. Tudo parecia muito interessante.

Bem, é que essa não era uma consulta convencional, mas com um especialista em ayurveda, a tradicional ciência indiana. Eu o procurei porque andava com baixa imunidade, tinha resfriados constantes, muito cansaço, e sentia que o problema não estava nas gripes, mas no que havia por trás delas. Queria um profissional que pudesse olhar para minha saúde como um todo. E este é justamente o princípio dessa terapia oriental: observar as características físicas e comportamentais de cada pessoa e levar em conta os hábitos alimentares e do cotidiano para fazer seus diagnósticos.

O local era São Paulo, mas meu médico aprendeu na Índia, há muitos anos, como identificar por meio do pulso a proporção dos doshas – Vata, Pitta ou Kapha, que correspondem aos elementos da natureza que compõem os seres vivos. Vata representa ar e éter (seco, leve e frio: geralmente pessoas com atividade mental acelerada, de cabelo e pele claros e secos). Pitta, fogo e água (quente, oleoso e leve: pessoas ágeis e enérgicas). E Kapha, terra e água (úmido, pesado e frio: pessoas lentas, pele oleosa, estrutura óssea grande). Segundo a tradição indiana, todos temos uma mistura dos três tipos, e normalmente um ou dois em maior proporção. Mas quando estão em desequilíbrio sofremos uma série de desconfortos – é aí que aparecem as doenças.

Ayurveda significa em sânscrito “ciência da vida”, e faz parte dos Vedas (antigos textos sagrados da Índia), um extenso conjunto de práticas preventivas e de tratamentos para uma vida mais equilibrada. Surgiu há mais de 3 mil anos e desde então influencia o pensamento filosófico dos indianos. Ainda hoje é praticada em larga escala, principalmente no sul do país.

No Brasil, é possível encontrar profissionais que trabalham com essa medicina em clínicas particulares especializadas. Mas, segundo Danilo Maciel Carneiro, diretor da Associação Brasileira de Ayurveda, o Ministério da Saúde está avaliando a possibilidade de incluir o ayurveda na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, que já inclui a homeopatia, a medicina tradicional chinesa, a antroposofia e a fitoterapia.

Meu médico chegou ao diagnóstico depois de me entrevistar e descobrir como é meu estilo de vida, meus gostos, meus hábitos – além de observar meu tipo físico e fazer um exame médico convencional ali mesmo na clínica, com atenção especial para língua, pele, olhos e pulso. Conclusão: estava fora dos eixos. Como tratamento, me propôs uma limpeza das toxinas, usando um método chamado Panchakarma, ou “cinco ações”, que são: limpeza de toxinas acumuladas na cabeça (vias nasais, boca, olhos e ouvidos) com aplicação de substâncias medicinais como óleos, sucos de plantas e inalação de fumaça; e alguns bem radicais como a indução de vômito; a ingestão de ervas para provocar uma limpeza do trato digestivo; a limpeza dos intestinos com óleos e líquidos; e a purificação do sangue, por meio da retirada de um certo volume – para que um sangue novo seja produzido rapidamente, melhorando o fluxo sanguíneo. “Qualquer uma das cinco ações requer uma cuidadosa etapa preparatória do corpo antes de ser realizada”, diz o médico Luiz Guilherme Correa Neto, especializado em psicanálise, homeopatia e certificado em ayurveda.

O tratamento só pode ser praticado com orientação médica e há casos em que é contraindicado: pessoas acima de 70 anos, mulheres grávidas, crianças, obesos, pessoas com a saúde muito debilitada, entre outros. “É preciso haver um mínimo de saúde e vigor para que o corpo consiga fazer o trabalho”, diz Luiz Guilherme. Pode-se realizar o tratamento completo ou uma parte dele – como foi o meu caso. Fiz apenas a limpeza do sistema digestivo.

Pré-tratamento

Recebi uma lista de orientações para diminuir o nível de toxinas no meu corpo. Segundo o ayurveda, cada pessoa processa melhor alguns tipos de alimento que outros – depende do seu tipo (ou dosha). E eu achava que qualquer alimento natural seria benéfico à saúde – mas a comida e a maneira de preparo também devem seguir os tipos físicos. Por exemplo, leite é excelente para Vata, desde que tomado quente, em pequena quantidade e com especiarias. Mas é de difícil digestão para Kapha, por induzir a formação de muco, que já é tendência desse dosha, e acaba ficando em excesso. O próprio organismo, sobrecarregado e no esforço de administrar o desequilíbrio, acaba produzindo toxinas. Eu deveria evitar carnes de qualquer tipo, ovos, alimentos processados e artificiais, refrigerantes, álcool, tabaco, café em excesso e outros estimulantes, farinha e açúcar refinado, adoçantes artificiais, alho, cebola, condimentos fortes e alimentos cozidos em microondas. Em paralelo, tomei chás com ervas medicinais por cinco dias, indicadas para estimular a digestão. E não era só isso. Deveria evitar fazer refeições em ambientes barulhentos ou comer rapidamente, lendo ou assistindo TV. Ao longo dos 40 dias de tratamento, foram acrescentadas mais restrições, até que na última semana eu deveria comer somente legumes pouco cozidos e com pouco sal. Mas não para por aí: além das toxinas que ingerimos, existem as produzidas pelo nosso corpo. Por isso só depois de 40 dias de mudanças de hábitos alimentares que eu iria de fato começar o tratamento.

Mudança de hábitos

A minha rotina também iria mudar drasticamente: eu deveria acordar meia hora antes de o sol nascer, beber uma xícara de água morna com gotas de limão e mel, fazer o intestino funcionar, escovar os dentes raspando a língua com haste flexível, tomar banho morno lavando a cabeça com água fria, hidratar e aquecer meu corpo com óleo de amêndoas, vestir roupas limpas e confortáveis, fazer uma prática física de baixo impacto, meditar e só então me alimentar da forma orientada. No meio da manhã comeria uma fruta e tomaria um chá digestivo com gengibre 30 minutos antes do almoço. O horário ideal da refeição era por volta do meio-dia e, se batesse uma fominha, comeria outra fruta durante a tarde. O jantar leve seria às 19 horas, e terminaria o dia com uma caminhada, conversas agradáveis, música suave ou leituras espirituais. Antes de deitar, alguns minutos de meditação, automassagem suave com óleo de gergelim aquecido no topo da cabeça e planta dos pés por 5 minutos. Por fim, tomaria um copo de leite quente com cúrcuma ou gengibre para dormir, no máximo, às 23 horas.

Ou seja, de uma vida social agitada, festas, muito trabalho, poucas horas de sono, práticas físicas vigorosas e alguns vícios como açúcar e café, comecei a desacelerar. Os amigos foram avisados de que eu entraria numa espécie de reclusão, da qual muito provavelmente voltaria com vontade de substituir antigos hábitos. Mudanças são pequenas mortes, então assisti a situações nas quais eu estava antes inserida acontecerem sem mim. Por 40 dias, eu tive que fazer minha própria comida (obviamente nenhum restaurante tinha uma refeição de acordo com minha lista de restrições), levá-la na marmita para o trabalho, dormir enquanto as pessoas se encontravam e deixar o conforto das cobertas na cama muito cedo. Quando se vive numa cidade como São Paulo, essa atitude parece radical. A adaptação foi difícil, com escapadelas e recaídas durante o processo. Inevitável, o salto era grande demais.

De fora para dentro

Na terceira semana, comecei a receber massagens com óleos. Mas antes fiz o que é chamado de oleação interna: por cinco dias de manhã, em jejum, eu tinha que ingerir uma xícara de café de ghee líquido morno (manteiga purificada) misturado com cinco ervas muito amargas em pó. Essa foi dureza. Depois sim, a oleação externa – e muito mais gostosa: por mais cinco dias, uma seção matinal diária de uma hora e meia de massagens a quatro mãos, com uma quantidade abundante de óleos, realizadas por terapeutas especializados. Ao fim de cada sessão, vem o shirodhara, outra maravilha: ainda deitada na maca, um óleo espesso e morno era gentilmente derramado em fluxo contínuo sobre minha testa e escorria para a parte de trás da cabeça. A sessão, que pode durar até 40 minutos, deixa a mente totalmente relaxada. No fim, eu bebia uma xícara de chá digestivo e entrava numa sauna onde minha cabeça ficava para fora, para eliminar as toxinas pela pele.

Esvaziar e limpar para poder encher de novo. Esse é o princípio da penúltima etapa, a purgação de fato, feita num único dia. Pela manhã, em jejum, tomei ervas medicinais purgativas e óleo de rícino, que estimulam a evacuação e esvaziam completamente os intestinos. Para manter a hidratação ao longo do dia, bebia água morna pura. “É um processo natural, fisiológico e autolimitado, ou seja, cessa sozinho após cinco ou seis idas ao banheiro, quando não há mais o que expelir”, diz Luiz Guilherme. No fim do dia, já podia comer pequenas porções de papa de arroz. Foi um dia de resguardo, fiquei em casa com conforto, me sentindo muito bem, nada fragilizada como imaginava, porque meu corpo já estava preparado e forte.

O que fica e o que sai No pós-tratamento, continuei mais uma semana com a dieta prescrita no início, práticas leves de ioga e meditação. Depois voltei gradualmente à rotina, pois o corpo fica muito sensível, e qualquer toxina leve (como cafeína, açúcar e álcool) pode causar muito mais desequilíbrio que antes.

Os benefícios foram muitos: ganho de vigor físico e mental, equilíbrio emocional, melhor qualidade do sono e o principal: a ampliação da consciência do meu corpo. Num primeiro momento, alguns de meus antigos maus hábitos voltaram e, com eles, o desequilíbrio. Fiz revisões, mas precisei aceitar que hábitos necessitam de tempo, vontade e atenção para serem modificados. Quase tudo o que a gente tem para aprender está mesmo dentro da gente – e, por mais difícil que pareça, esse encontro vale o esforço. Nem que leve uma encarnação inteira, ou várias, como acreditam os indianos.

Extras
Associação Brasileira de Ayurveda: www.ayurveda.org.br
Hospital de Medicina Alternativa de Gioânia: www.hma.goias.gov.br
Instituto Kerala Ayurveda Chikitsalayam, de Puna, na Índia: www.keralayurveda.com

Padrão
Alimentação, Sistema digestivo

Receita amorosa de compota Vegan

As compotas combinam com inverno. São comidas preparadas em fogo brando, com o mesmo cuidado de quem cultiva um bem-querer. Precisam de tempo e atenção para se chegar ao ponto certo. Podem ser servidas quentes ou frias, e por serem suculentas, enchem a boca e o coração de afeto. Sempre digo que comida boa é a preparada com carinho, e se transforma em afeto via oral. Bruxaria das boas!

Esta abaixo é para saciar aquela vontade de um docinho. Testada, provada e aprovada. Conquista até os mais áridos corações. Boa pra servir a qualquer ser amado, da avó ao namorado. Saudável e vegan. Bom apetite!

COMPOTA DE MAÇÃS E PERAS
Anahata Food (comida do coração)

Ingredientes:
* 1/2 quilo de maçãs gala
* 1/2 quilo de peras quase maduras
* 1/4 de quilo de ameixas pretas
* 150 gramas de passas escuras sem semente
* 150 gramas de passas claras sem semente
* 1 colher de chá de noz-moscada
* 4 canelas em pau
* aproximadamente 1 litro de água
* açúcar mascavo a gosto (opcional)

Modo de fazer:1. Descasque as maçãs e as peras e corte em quatro pedaços retirando as sementes.
2. Coloque para ferver em 250 ml de água o açúcar com as passas, as canelas, os cravos e a noz-moscada. Assim que ferver junte as maçãs e vá mexendo de vez em quando até que as maçãs comecem a ficar macias. Acrescente água conforme necessário, mantendo a compota sempre úmida. Adicione as peras e quando as maçãs escurecerem, as ameixas e as passas estiverem macias, retire. CUIDADO para não deixar as maçãs e peras desmancharem.
3. Sirva gelada numa compoteira.

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