Índia, Método Iyengar Yoga

Prashant Iyengar e o tempero da vida

Pune. Gravura indiana. Nanquim sobre madeira.

PUNE. Quinta-feira, 08 de agosto de 2013.

Faz 14 dias que estou longe de casa, e me restam ainda mais 21. Há 5 dias a internet caiu no Flat onde estou ficando devido às chuvas. A saudade aperta. Ontem a energia elétrica também caiu e eu estava sozinha, durou 15 minutos, que pareceram 30. Sei que é algo recorrente na Índia toda, mas naquele momento estava despreparada, sem velas ou lanterna. Definitivamente este país não é fácil ou confortável de se estar, e muitas vezes nos sentimos fragilizados em meio a esta gigante experiência de mergulho interior e enfrentamento dos obstáculos, a milhas e milhas distante de casa, praticamente no outro lado do globo terrestre. Mas minha prática pessoal está melhorando bastante. Guruji, Geeta e Prashantiji são professores exigentes e a quantidade de aprendizado é gigante.

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RIMYI. Aula matinal com Prashantji, de 7 am a 9am.

Prashant segue mantrando que precisamos despertar para as habilidades que cada um dos Asanas desperta em nós. Quais as qualidades trabalhadas por cada um dos Asanas. O que se passa na mente em cada um dos Asanas. E se ficamos o tempo todo ocupando nossa mente com o alinhamento do corpo no Asana, não estamos no Asana, estamos na postura física apenas ainda.

Para que haja coesão, temos que temperar o modo como usamos nossa atenção no Asana. Se ficamos só pensando no alinhamento, então não estamos no Yogasana e sim numa postura. Ao mesmo tempo não podemos deixar de pensar no alinhamento, mas temos que ficar muito atentos à respiração, e à percepção sobre que habilidades estão sendo despertadas, o que estou conseguindo e em que estado interior estou chegando com este ou aquele Asana. Em determinados momentos da aula Prashant estimula os praticantes avançados a usarem Uddiyana Bandha durante a permanência e observar o que vem disto. A permanência no Asana deve ser temperada como uma Masala. Da mesma maneira, se alguém que não conhece a pimenta em pó escolhe-a porque achou sua cor vermelho-vivo bonita, e exagera no consumo, logo vai saber o que ela causa no caminho da boca à evacuação (usou a expressão “from here to there”, apontando para a entrada e o saída do canal digestivo, e todos riram. Prashantiji estava em muito bom humor).

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