Yoga

Em defesa de viver um momento de cada vez

O pesquisador Carl Honoré (1967, Escócia) é um defensor da arte de desacelerar. Escreveu o best-seller internacional “O Elogio da Lentidão: como um movimento mundial está desafiando o culto da velocidade” (2004), sobre o “Slow Movement“, movimento lento. O jornalista é um dos pensadores contemporâneos que questiona: corremos tanto para quê? Que ideologia é essa de produtividade e meritocracia? A quem beneficia? Qual é sua origem e quem são seus defensores? E afirma: “Menos é mais. Ser ocupado deveria parar de ser um distintivo de honra.”

O video abaixo consta em seu website e usa como figura central uma mulher, que têm sofrido grandes prejuízos e colecionado toda a sorte de doenças crônicas nos níveis psicológico e fisiológico.

Padrão
Yoga

Gratidão aos educadores

mulher em circulo ilustraçãoA oportunidade de ser professora, pertencendo a uma família inteira de professores, é de uma honra à qual sou infinitamente grata. Na infância, brincar de ensinar era uma das favoritas, mas demorou muito pra que, depois de tantas voltas, esta se tornasse minha profissão. Nada foi (ou é) linear. Esforço, estudo, atenção constantes. Sinto-me acolhida nos braços desta família que partilha da mesma estrada, com sabores e aromas dos frutos da crença de quem teima em querer ver o brilho do Ser com toda a sua força florescer, de descortinar potências, apoiar na superação dos obstáculos e na desconstrução das falsas ideologias introjetadas culturalmente até o ponto de adquirirem o corpo da ilusão de pertencerem ao indivíduo. Educar é remover os véus da ilusão e ao mesmo tempo estimular a capacidade criativa. Gratidão aos bons professores, que escolheram esta como ciência e profissão, pela inspiração na vida.

Padrão
Filosofia

Sobre atingir o limite

“… buscamos atingir o limite. Os limites têm, por si mesmos, poder de atração tal que o próprio conhecimento parece não existir senão para que façamos a experiência dos limites. Esse é um dos métodos da filosofia. Na medida em que o investigador, inspirado por esse instinto e conduzido por ele, penetra cada vez mais fundo no que é concretamente cognoscível, a filosofia se faz ciência. […] O abrangente […]  reconhecê-lo nenhuma importância tem para o conhecimento científico ligado a objetos. Nenhum conhecimento daí decorre, mas se esclarece nossa consciência do ser. É impossível o salto do intelecto até ele. Ele se vale do intelecto para o transcender, sem perdê-lo. […] É um tipo diverso de experiência de pensamento. Faz-se presente algo que não pode ser apreendido em si pelo pensamento objetivo. […] É um pensamento que, de algum outro lugar, pode iluminar nosso mundo. Visto desse ponto privilegiado, nosso ser-no-mundo adquire profundidade nova.”

JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento filosófico. São Paulo: Cultrix, 1965. P. 32.

Padrão